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CEO da Positivo projeta 2026: IA, refrigeração líquida e a nova era dos Data Centers de alta densidade no Brasil.

Positivo Servers & Solutions: CEO Analisa a “Nova Era” de Data Centers, IA e Eficiência Energética em 2026

Silvio Ferraz de Campos aponta que o ano marca a transição definitiva dos protótipos para a fase produtiva da Inteligência Artificial, exigindo uma reestruturação completa da infraestrutura de TI.

O setor de tecnologia entra em 2026 diante de uma mudança de paradigma. Segundo Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, a era do processamento generalista ficou para trás. O mercado agora inaugura uma fase onde a infraestrutura é desenhada, planejada e investida com um foco claro: suportar a rápida evolução e a demanda massiva da Inteligência Artificial (IA) e da Computação de Alto Desempenho (HPC).

Em sua análise, o executivo destaca que essa transformação não é apenas técnica, mas estrutural, alterando desde o design dos racks até o planejamento energético urbano.

O Novo Padrão: Alta Densidade e Refrigeração Líquida

O centro dessa revolução está dentro dos Data Centers. A concentração de aceleradores exige conexões ultrarrápidas e arquiteturas de baixa latência. Segundo Campos, estamos vendo a expansão de estruturas projetadas para operar na casa das centenas de megawatts.

Um ponto crítico dessa evolução é o fim da hegemonia da refrigeração a ar para cargas de alta performance.

  • Adeus ao Tradicional: Cargas de IA e HPC não se sustentam com modelos antigos.
  • O Novo Normal: A refrigeração líquida (direta ao chip ou híbrida) deixa de ser nicho para se tornar padrão, garantindo densidade computacional e estabilidade.
  • Eficiência: Essa transição é vital para equilibrar desempenho, custo e sustentabilidade.

O Desafio Energético e a Vantagem Brasileira

O executivo alerta para um dado alarmante da Agência Internacional de Energia: a demanda elétrica dos data centers deve saltar de 415 TWh para 945 TWh até 2030. Nesse cenário, a sustentabilidade deixa de ser um diferencial e vira pré-requisito de viabilidade.

“A base elétrica nacional, com participação relevante de fontes limpas, vem oferecendo vantagem competitiva nessa corrida. Empresas que buscam reduzir a própria pegada de carbono observam o Brasil como ambiente favorável,” afirma Silvio Ferraz.

2026: O Ano da Execução

A grande diferença deste novo ciclo é a maturidade. Se os anos anteriores foram marcados por anúncios e testes, 2026 inaugura a fase produtiva.

A infraestrutura deixa de ser apenas um suporte de bastidores e assume o protagonismo na capacidade de inovar. Para o CEO da Positivo Servers & Solutions, as organizações que entenderem essa mudança — integrando engenharia elétrica, sustentabilidade e processamento de dados — estarão posicionadas para liderar em um mercado onde a informação já compete em valor com a produção física.

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