Elaine Bernardes, da Leega Consultoria, defende que colocar a felicidade no centro da estratégia não é idealismo, mas pragmatismo que gera lucro e inovação.
Em um cenário corporativo cada vez mais voltado para a sustentabilidade humana, o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) — índice originalmente criado no Butão e endossado pela ONU — deixa de ser uma curiosidade exótica para se tornar uma ferramenta vital de gestão.
O artigo destaca como a integração do bem-estar às estratégias de negócio transforma a saúde emocional dos colaboradores em um ativo competitivo, impactando diretamente a produtividade e a retenção de talentos.
Por que adotar a FIB nas empresas?
A transição do foco puramente financeiro para métricas humanas traz resultados tangíveis. Segundo o texto, empresas que priorizam a felicidade colhem:
- Aumento de Produtividade: Citação do estudo de Oxford, MIT e Erasmus University que aponta que colaboradores felizes são até 13% mais produtivos.
- Redução de Turnover: O engajamento e o senso de pertencimento diminuem a rotatividade.
- Inovação e Criatividade: Ambientes de confiança e cooperação estimulam novas ideias.
- Fortalecimento da Marca Empregadora: Vantagem na atração dos melhores talentos do mercado.
Como aplicar na Prática?
A implementação dos princípios da FIB exige ações concretas que promovam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Algumas iniciativas sugeridas incluem:
- Saúde Mental e Física: Programas de mindfulness, apoio psicológico e incentivo ao esporte.
- Cultura de Escuta: Pesquisas de clima organizacional e canais de escuta ativa.
- Desenvolvimento: Oportunidades reais de crescimento e capacitação contínua.
- Relações Interpessoais: Fomento a um ambiente de vínculos saudáveis e colaboração.
O Contexto Brasileiro em 2026
O artigo ressalta que o Brasil está alinhado a essa tendência global. O exemplo citado é o projeto-piloto em Fernando de Noronha, que passou a adotar a FIB como métrica de desenvolvimento público. Isso sinaliza um horizonte onde qualidade de vida e tempo equilibrado ganham a mesma relevância que indicadores econômicos tradicionais.
A Visão da Autora: “A Felicidade Interna Bruta não é apenas uma métrica, é uma filosofia de gestão… Progresso sem humanidade não é progresso. Felicidade e performance não se excluem, elas se fortalecem mutuamente.”
Sobre a Autora
Elaine Bernardes é diretora de Gente da Leega Consultoria, com mais de 25 anos de experiência em RH. É formada em Administração e especialista em cultura organizacional e engajamento.





