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Artigo de Rogério Escudero (Leega) explora como a IA Agêntica revoluciona o EPM, transformando executivos em líderes "data-inspired" e antecipando o mercado.

IA Agêntica e EPM: A Revolução Silenciosa dos Dados e o Novo Papel da Liderança Executiva

Por Rogério Escudero, Head de SAP da Leega Consultoria

Vivemos um divisor de águas na governança corporativa. A convergência entre EPM (Enterprise Performance Management) e a Inteligência Artificial Agêntica não é apenas uma evolução tecnológica, mas uma reinvenção do conceito de liderança. O executivo do futuro deixa de olhar pelo retrovisor para reger agentes digitais em tempo real.

Do Retrovisor para o Tempo Real: A Evolução do EPM

Historicamente, a gestão de desempenho corporativo (EPM) serviu como uma ponte entre estratégia e execução, focada em orçamentos e análises de conformidade. Por muito tempo, funcionou como um “retrovisor”, registrando o passado através de processos manuais e rígidos.

Hoje, o cenário mudou. O EPM agora opera em um ciclo contínuo, onde a estratégia orienta as ações e as ações alimentam ajustes em tempo real. A IA Agêntica é o motor dessa transformação, permitindo que as empresas deixem de reagir ao mercado e passem a antecipar movimentos.

O Maestro Estratégico: De Data-Driven para Data-Inspired

Neste novo contexto, o executivo não pode ser apenas um analista de planilhas. O papel da liderança evolui para o de um maestro estratégico, capaz de comandar agentes digitais que operam 24/7 identificando oportunidades invisíveis à concorrência.

A Mudança de Paradigma: “Essa nova liderança abandona o modelo puramente data-driven e avança para o data-inspired. Se antes a pergunta era ‘atingimos as metas?’, hoje a questão é: ‘quais sinais fracos indicam mudanças de paradigma que meus concorrentes ainda não enxergam?'”

Eficiência Operacional e a Liberação do Talento Humano

Análises de mercado indicam que grandes talentos ainda desperdiçam até 45% do seu tempo em tarefas repetitivas, como limpeza de dados e relatórios estáticos. A IA Agêntica resolve esse gargalo:

  • Agentes Autônomos: Encarregam-se das atividades operacionais e monitoramento regulatório.
  • Foco Humano: O talento humano é realocado para decisões estratégicas, inovação disruptiva e ética empresarial.
  • Correlações Inéditas: A IA descobre conexões complexas (ex: padrões climáticos vs. cadeia de suprimentos ou sentimento do consumidor vs. preços globais).

O Risco da Irrelevância

Segundo a McKinsey, 59% das organizações globais já possuem um roadmap robusto para implementação da GenAI. Não se trata mais de decidir se vale a pena investir, mas de entender o custo de ficar para trás.

A IA agêntica atua simultaneamente como ferramenta (escalando eficiência) e colega de trabalho (aprendendo e adaptando-se). Quem compreende essa integração vence; quem vê a tecnologia apenas como corte de custos corre o risco de se tornar irrelevante.

Sobre o Autor

  • Rogério Escudero é especialista em gestão e consultoria em análise de negócios, arquitetura empresarial, inteligência de negócios e inovação de processos. Atualmente, atua como Head de SAP na Leega Consultoria.

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