CEO da Positivo Servers & Solutions destaca como a matriz energética brasileira favorece a atração de data centers globais.
Neste artigo, Silvio Ferraz de Campos argumenta que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma meta ambiental para se tornar um diferencial competitivo e de sobrevivência para o setor de tecnologia. Com a infraestrutura digital sendo a base da economia moderna, o país tem uma oportunidade de ouro de liderar esse mercado globalmente.
1. O Desafio Energético da Inteligência Artificial
- Consumo Atual: Os data centers já representam cerca de 1% de todo o consumo de energia elétrica do mundo.
- O Fator IA: A expansão da Inteligência Artificial exige um poder computacional inédito, o que fará esse percentual disparar. O crescimento digital precisa, obrigatoriamente, de soluções que reduzam o impacto na natureza.
2. A Vantagem Competitiva do Brasil
O Brasil possui condições altamente favoráveis para abrigar essa infraestrutura de forma sustentável devido à sua matriz elétrica limpa, com forte presença de energia:
- Hidrelétrica
- Solar
- Eólica
Além disso, órgãos como a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Ministério de Minas e Energia têm promovido políticas de incentivo para a modernização dessas estruturas, unindo o setor público e a iniciativa privada.
3. Soluções e Tecnologias Adotadas
Para entregar mais processamento com menor impacto, o setor está investindo em:
- Liquid Cooling: Sistemas de resfriamento líquido avançados para servidores.
- Arquiteturas Eficientes: Ambientes hiperconvergentes e servidores otimizados especificamente para IA.
- Economia Circular: Reaproveitamento do calor gerado pelos sistemas e reciclagem de equipamentos.
- Geração Distribuída: Integração direta com fontes limpas de energia.
“A sustentabilidade será o motor da próxima etapa da transformação digital. Cabe a nós assumir esse papel de vanguarda.” — Silvio Ferraz de Campos (Atua há mais de 30 anos no setor de TI e fundou a Accept em 1988, hoje Positivo Servers & Solutions).





